sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

" MINHA VIDA É IGUAL A DE TODO MUNDO, EU SÓ NÃO VEJO AS COISAS"

Acreditamos que o resultado foi satisfatório, que o produto não resolveria as dificuldades do deficiente na utilização do fogão, porem conseguiria minimiza-las.
Aprendemos muito com a pesquisa, novos materiais, novas tecnologia, mas principalmente foi um ensinamento para a vida todo.
Aquela tarde passada ao lado da Jessica, deficiente visual entrevistade no começo do projeto nos mostrou que as dificuldaes do dia a dia não são nada, que elas podem sem superadas facilmente.
Uma frase que marcou foi, no momento em que preguntamos para ela sobre o dia a dia dela, suas dificuldades, " MINHA VIDA É IGUAL A DE TODO MUNDO, EU SÓ NÃO VEJO AS COISAS"




Divulgação

Verso

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Divulgação

Pensamos em uma página de revista ou um folder

Frente

Nossa "assinatura"


Por ser uma linha de produtos estamos utilizano o logotipo da eletrolux e no canto inferior direito acrescentando o nome da linha em onte manuscrita, buscando mais proximidade com o consumidor. As cores serão discretas, preto para o logotipo e cinza para a assinatura pois a visão a cores é a primeira a ser perdida na maioria dos casos.
Destaque fica por conta do brile que será adicionado em todo material confeccionado para a linha.

O nome

Chegou a hora de escolher um nome para esta nova linha.
Algumas alternativas que surgiram:



Escolhemos "accessible" por ser prático, simples, sem duplo sentido além de deixar clarologo de cara qual era a intenção real do projeto.

Este produto não é ùnico

Este produto não é ùnico, mas o primeiro de uma linha a ser desenvolvida. Por isso não estaremos criando um logotipo propriamente dito, estaremos utilizando a da ELETROLUX, empresa que ficticialmente nos contratou para a realização deste projeto, acrescentando uma "assinatura" para diferenciar a linha das demais.

Algumas fotos do modelo finalizado






Chega...

Preparando a massa plastica.

modelo

Decididas a formas e os materiais a serem utilizados, vamos ao mãos na massa.

Escupir o pé da mesa em P.U.
depois de escupido usamos massa acrilica, massa rápida e muita lixa pra conseguir um acabamento liso
chegou a hora de pintar o trabalho mais dificil chegou ao fim, engano, compramos um tinta que não seca, como montar o resto??
Fomos para o tampo da mesa este foi desenvolvido em acrilico, crortamos lixamos
Chegou a hora e montar.

Abaixo algumas fotos desse processo.










Esconder o tampo do fogão

queriamos que o fogão se camuflasse na mesa, para usso teriamos que criar um tampo discreto.
Depois de várias idéias que não deram certo chegamos a esta solução .

Pratico, funcional e simpático

Isolante Térmico

Apesar de termos encontrado a Vitroceramica e o fogão por indução que não transmitira o calor para a mesa, optamos por utilizar uma forma de isolamento.
Pesquisamos um pouco sobre a Manta de fibra cerâmica que é 20% mais isolante que os outyros produtos isolantes, proporcionando um otimo isolamento térmico com expessuras menores, não possui nenhum tipo de resina evitando a exalação de mau cheiro pela queima da resina.Estew material já é utilizado nos fogões convencionais.
Depois encontramos o Nomex, isolante que será utilizado, ele é uma fibra resistente a chamas e altas temperaturas que não derrete, não produz gotejamento nem combustão ao ar. Mais de três millhoes de bombeiros em todo mundo sãoprotegidos por esse material, o produto também é utilizado nas vestimentas de pilotos e equipes de corrida, além de diversos outros trabalhadores que sofrem diariamente risco de incêncio ou acidentes elétricos.
O papel Nomex oferece isolamento de alta performace para motores, transformadores e geradores a mais de três decadas, fornece isolamento confiável para produtos de consumo e industriais, além de fornecer suporte estrutural de pouco peso em equipamentos de transposte como trens de alta velocidade e em varias partes do corpo das aeronaves copnvencionais.

O tampo da mesa

O tampo tornou-se um desafio a mais, pensamos na utilização de mármore, por ser um material que não esquente tão facilmente, assim a mesa permaneceria fria durante a utilização do fogão, esta idéia foi descartada devido ao peso do marmore e demais materiais semelhantes, então optamos pela utilização do vidro temperado, que também acabou sendo substituido pelo acrilico, em função do seu peso e diversidade quando o aquecimento por indução foi descoberto (citado alguns postes atrás).

Aço Inox

O pé da mesa, ou seja, o corpo do fogão será desenvolvido em aço inox, devido á sua alta resistencia e beleza, depois de pensarmos em diversas outras alternativas chegamos a conclusão que este seria o material mais adequando, apenas tomando cuidado para que o tipo de aço utilizado não seja "reagente" no fogão.

Vitroceramica

É um material cerâmico obtido por técnicas vidreiras e constituído de microcristais dispersos numa fase vitrosa.
É obtido submetendo o vidro comum a temperaturas elevadas(de 500°C a 1000°C ). Este tratamento provoca a sua cristalização. Ao contrário de cerâmicas sinterizadas, não têm poros entre os cristais.
Materiais vitrocerâmicos possuem maior resistência que os vidros comuns, uma baixa condutividade elétrica e quase nenhuma dilatação térmica. Ao mesmo tempo apresenta baixa condutividade térmica e resistência a choque térmico.
Este material será utilizado no tampo do fogão em função de sua baixa condutividade termica.

Magneclay


Para os camandos do fogão será utilizado o mesmo sistema utilisado no "SIAFU", mas o que é siafu? O Siafu, nome recebido de uma formiga guerreira africana (não me perguntem o por quê) é um notebook diferente. É voltado para pessoas com deficiência visual. Para isso, ele já dispensa monitor, algo não muito útil para este público. E mais: ele dispensa um teclado dedicado também.
Todo o notebook é construído em uma superfície que toma formas diferentes quando estimulado por corrente elétrica, o Magneclay. Assim, basta ligar o aparelho e essa superfície já assume uma forma tridimensional, com áreas sensíveis ao toque e elevações e cavidades que permitem que se perceba uma textura somente encostando a mão nelas. Basta mudar de página, figura ou programa e lá vai o Magneclay de novo, assumindo uma nova forma, como num filme de ficção.

Assim, imagens aparecem nessa “tela” em 3D, podendo ser reconhecidas pelo toque da mão. Letras podem ser formadas por sua forma em braile. O note traduz páginas web para braile. E o note ainda aceita comandos de voz.


Quem precisa de uma tela? O Siafu, desenhado pelo designer californiano Jonathan Lucas, pode, de fato, tocar o usuário. Mas há um motivo para isso: ele é feito especialmente para deficientes visuais.
“Queria criar uma alternativa para os deficientes visuais, ao aprimorar e superar as tecnologias que já existem para esse público”, disse Lucas.
O Siafu transforma imagens em formas 3D correspondentes, criadas pelo Magneclay, um material sintético que usa óleo e instantaneamente produz figuras em resposta a estímulos elétricos.

Com as mãos, você interage com o computador, sentindo os impactos e relevos que surgem. A superfície Magneclay pode ser usada para leitura de jornais em Braile ou sentir os contornos da face de uma pessoa, por exemplo. Se ele poderá ser comercializado? “Não sei”, respondeu Lucas. “Talvez em 2015”.
Mais informaçoes no sie do criador

http://www.coroflot.com/public/individual_file.asp?individual_id=190761&portfolio_id=974269

Sistema Indução magnética

Para o sistema utilizado para o aquecimento das bocas, será o aquecimento por indução magnética
Esses indutores promovem o aquecimento somente da panela. Os sensores acionam o fogão só quando é detectado o utensílio sobre a zona de indução, fazendo também o ajuste correto ao seu tamanho. Como o calor é gerado diretamente na panela através das ondas eletromagnéticas, não há desperdício de energia e a superfície ao redor e a mesa vitrocerâmica não ficam superaquecidas, oferecendo maior segurança e conforto na sua cozinha.
O interresante deste tipo de processo é que por mais que o usuário tenha acionado o aquecimento do fogão o mesmo começará esquentar apenas quando um utensílio de ferro fundido, aço e em alguns tipos de aço inoxidável for colocado a zona de indução, não esquentando portanto, a pele humana, Ao retirar a panela da boca, o fogão resfriará rapidamente (fonte: http://www.hsw.uol.com.br/framed.htm?parent=gas-vs-cozimento-eletrico.htm&url=http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/05/11/AR2006051102363_pf.html)
Esta é uma tecnologia já utilizada, a Eletrolux produz o "ICI75 - Cooktop por Indução", visite o link abaixo.
http://www.tecfast.com.br/index_interna.php?pag=detalhes&p_cod=175&p_nome=ICI75&site=tecfast.com.br&PHPSESSID=138c2767e5aa4fcf6b9f40eafb513425


Metodo de cozimento ecologicamente correto
A indução gera calor mais rapidamente, acelerando magneticamente as moléculas de metal do aço, do ferro fundido e de algumas panelas de aço inoxidável. Ao remover a panela da boca, o fogão também resfria muito mais rapidamente.
Por conformar com estes metais específicos, um fogão por indução transfere 90% do calor para a panela. [fonte: McGee]. Por outro lado, um queimador a gás transfere de 35 a 40% do calor para a panela em cima dele e o elétrico transfere 70%. [fonte: McGee]. Além de não gerar carbono.
Quando se trata de consumo de energia, a maneira como você cozinha tem mais a ver do que o fogão utilizado. Por exemplo, quando duas pessoas preparam a mesma refeição, é possível que uma delas utilize o dobro de energia. O simples ato de tampar uma panela de água fará com que ela ferva na metade do tempo do que se estivesse destampada.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O modelo escolhido foi o do post anterior, durante o desenvolvimento de mock up diversas alteraçoes serão feitas para resolver problemas de equilibio e estética.

Novas alternativas




Mudanças

Depois de diversas alternativas (nem todas foram postadas) para a criação de um modelo "ideal". Decidimo mudar um pouco o rumo do projeto.
Um ponto definido logo no inicio do projeto nos dizia que nosso produto não poderia ter cantos, pois assim diminuiria o número de acidentes, Porém este forma apesar de bonita tornou-se pouco funcional principalmente em função do espaço inutilizado criado em volta do produto. Pensamos em pendura-lo assim haveria uma diminuição significativa desse espaço, porem esta idéia também não teve futuro em função do peso do fogão.
Como resolver este dilema? Não queriamos voltar a forma convencional do fogão, mas também não seria viável a perda de tanto espaço.
Depois de muno pensar, uma luz surgiu.
Porque precisamos fazer simplesmente um fogão, porque não unilo com outros "equipamentos" da cozinha, decidimos fazer uma mesa-fogão ou fogão mesa. Omde o fogão funcionaria normalmente ao mesmo tempo que serve de apoio para o tampo da mesa.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Esboços

Esboços

Esboços

Esboços

Esboços

Esboços

Esboços

Esboços

Esboços

Estilo

Mike Baxter, em seu livro Design de Produto também trás citações interessantes.

“QUANDO DE FALA DE UM PRODUTO ATRATIVO, RARAMENTE NOS REFERIMOS AO SEU SOM, CHEIRO OU TATO. A PERCEPÇÃO HUMANA É AMPLAMENTE DOMINADA PELA VISÃO E, QUANDO SE FALA NO ESTILO DO PRODUTO, NOS REFERIMOS AS ESTILO VISUAL, POIS O SENTIDO VISUAL É PREDOMINANTE SOBRE OS DEMAIS SENTIDOS. A ATRATIVIDADE DE UM PRODUTO DEPENDE, ENTÃO BASICAMENTE AO SEU ASPECTO VISUAL.”

E para o deficiente visual, como fazer um produto esteticamente agradável sendo que o mesmo não tem esse sentido dito dominante na maior parte te da população. Como fazer o produto ser belo ao mesmo tempo ao olhos e as mãos?

“... DIZEMOS QUE OS PRODUTOS EXERCEM UM APELO IMEDIATO, PRENDEM OS OLHOS, CHAMAM A ATENÇÃO. ESSES JULGAMENTOS SÃO INSTANTÂNEOS E OCORREM NA FASE DE PRÉ-ATENÇÃO. ELES NÃO REQUEREM ATENÇÃO DELIBERADA E NEM EXAME DETALHADO DOS COMPONENTES DO PRODUTO, QUANDO FALAMOS DA FORMA OU IMAGEM DE UM PRODUTO, ESTAMOS NOS REFERINDO À NOSSA PERCEPÇÃO GLOBAL DO MESMO. O ESTILO DEPENDE, PELO MENOS PARCIALMENTE, DA PROCEDÊNCIA DA IMPRESSÃO GLOBAL. A BELEZA DE UM PRODUTO RELACIONA-SE, PORTANTO, MAIS COM AS PROPRIEDADES DO NOSSO SISTEMA VISUAL, DO QUE ALGUMA COISA INTRINSECANTE BELA NO PRODUTO. SE UM EXTRATERRESTE OLHASSE PARA UM PRODUTO QUE CONSIDERAMOS DE BELEZA SUBLIME, É POSSIVEL QUE O CONSIDERE SEM NENHUMA GRAÇA, PORQUE O SEU PADRÃO É DIFERENTE. A BELEZA NÃO ESTÁ NO PRODUTO, MAS TAMBÉM NOS OLHOS (E MENTE) DO OBSERVADOR. QUANDO PROJETAMOS UM OBJETO BELO,PRECISAMOS FAZÊ-LO DE ACORDO COM AS PROPRIEDADES DA VISÃO HUMANA. ASSIM É IMPORTANTE ENTENDER O MECANISMO DA VISÃO HUMANA PARA APLICA-LO NO ESTILO DO PRODUTO.”

E quando o produto precisa der belo para quem vê o mundo de formas diferentes, como fazer um produto atraente para o ET e para o terráqueo?

Projetar para todos os sentidos

Buscando um pouco mais de informações sobre como o produto deveria ser para que pudesse ser utilizado por todos, não apenas funcionalmente, mas também pensando no visual, na estética do mesmo, encontramos o texto “projetar para todos os sentidos” que faz parte do livro Das Coisas Nascem As Coisas, de Bruno Munari (p. 372), Vale a pena dar uma olhada.

“PROJETAR PARA TODOS OS SENTIDOS
MUITOS DESIGNERS PROJETAM AINDA APENAS PARA O SENTIDO DA VISÃO. PREOCUPAM-SE UNICAMENTE EM PRODUZIR ALGO BELO DE SE VER E NÃO LHES INTERRESSA QUE O OBJETO RESULTE DEPOIS DESAGRADÁVEL AO TATO, PESADO OU LEVE DEMAIS, SE É FRIO, SE NÃO TEM RELAÇOES FORMAIS COM A ANATOMIA HUMANA – COMO CERTOS BRAÇOS DE POLTRONAS, FEITOS DE TUBO CROMADO, QUE O COTOVELO NÃO PODE APOIAR-SE DE FORMA ALGUMA. OU ENTÃO NÃO SE IMPORTAM DE USAR MATERIAIS QUE IMPEDEM O CORPO DE TRANSPIRAR, COMO ACONTECE COM ALGUMAS CADEIRAS OU POLTRONAS REVESTIDAS COM O PLÁSTICO POPULARMENTE CONHECIDO COMO VILPALLE (O NOME CORRETO É VINILPELLE) – QUE APESAR DE MUITO BONITOS SÃO DESCONFORTÁVEIS. DA MESMA FORMA, QUANDO UM DESSES DESIGNERS PROJETA UM RESTAURANTE, NÃO LEVA EM CONSIDERAÇÃO A ACÚSTICA E, POR ISSO, QUASE TODOS OS RESTAURANTES SÃO BARULHENTOS. E OS EXEMPLOS NEGATIVOS PODIAM MULTIPLICAR-SE. UMA COISA QUE APRENDI NO JAPÃO É JUSTAMENTE ESSE ASPECTO DE PROJETAR QUE LEVA EM CONTA TODOS OS SENTIDOS; E MESMO QUE À PRIMEIRA VISTA O OBJETO POSSA AGRADAR, SE NÃO AGRADAR TAMBÉM AOS OUTROS SENTIDOS SERÁ DISPRESADO EM FAVOR DE OUTRO QUE TENHA A MESMA UTILIDADE MAS QUE, ALÉM DE ADEQUADO NA FORMA, TAMBÉM SEJA AGRADÁVEL AO TATO, TEM PESO CORRETO, É FEITO EM UM MATERIAL ADEQUADO, ETC.
CREIO QUE MUITOS ACIDENTES DE AUTOMÓVEL, ESPECIALMENTE NOS PRECURSOS LONGOS,TAMBÉM PODEM SER OCASIONADOS POR AQUELA SENSAÇÃO DE INCÔMODO QUE SE TEM QUANDO SE ESTÁ SENTADO A MUITO TEMPO EM ASSENTOS REVESTIDOS POR MATERIAIS QUE IMPEDEM O CORPO DE RESPIRAR NOS PONTOS EM CONTATO COM ELES. DE FATO UMA PROVA DESSE INCOMÔDO SÃO OS ACESSÓRIOS AVULSOS QUE HOJE SE FABRICAM PARA OS ASSENTOS DE AUTOMÓVEIS: CAPAS DE PELICA, DE TECIDO OU DE PALHINHA. (ÀS VEZES, PORÉM, ATÉ A CAPA DE PALHINHA É PLASTICO.)
TAMBÉM NA DECORAÇÃO DE AMBIENTES INTERIORES, HÁ A TENDÊNCIA DE VALORIZAR O LUXO OU A NOVIDADE, MAS MUITO POUCO INTERRESSA NA CIRCULAÇÃO DOS ODORES E RUÍDOS. EM CERTAS RESIDÊNCIAS “DE LUXO”, OUVE-SE O BARULHO DA DESCARGA E SENTE-SE O CHEIRO DE FRITURA MISTURADO COM A DE NAFTALINA QUE EM DO ARMÁRIO DO QUARTO – ONDE AS ROUPAS PROVAVELMENTE ESTÃO CHEIRANDO FRITURA. NO COMEÇO DO INVERNO, SENTE-SE MUITAS VEZES O CHEIRO DE NAFTALINA DO VELHO ARMÁRIO NAS PESSOAS QUE VIAJAM NOS TRANSPORTES PÚBLICOS. EM ALGUNS CASOS, ACRESCENTA-SE AINDA AI AMBIENTE UM CHEIRO QUIMICO (VENDIDO COMO DESADORANTE), PARA DISFARÇAR OS ODORES DESAGRADÁVEIS NOS LUGARES ONDE O AR NÃO CIRCULA PORQUE NÃO FORAM ESTUDADOS SISTEMAS SIMPLES DE CIRCULAÇÃO.
SE, COMO PARECE, A FUNÇÃO DESENVOLVE O ORGÃO, A NÃO FUNÇÃO O ATROFIA. SERÁ QUE NO FUTURO VEREMOS HOMENS SEM ORELHAS? OU SEM NARIZ? OU COM A COLUNA E ASSENTO DEFORMADOS PELA TRANSPIRAÇÃO DEFICIENTE? SERÁ ESSE O HOMEM DO FUTURO? ESPERAMOS QUE NÃO.
PORTANTO, QUANDO PROJETAMOS ALGO, PRECISAMOS NOS RECORDAR DE QUE OS SERES HUMANOS TÊM AINDA TODOS OS SENTIDOS, MASMO QUE ALGUNS ESTEJAM JÁ A PARTE ATROFIADOS EM COMPARAÇÃO COM OS DOS CHAMADOS ANIMAIS INFERIORES. SE PROJETARMOS ALGO QUE TENHA TAMBÉM UM BOM SENTIDO TÁTIL,AS PESSOAS SEM PERCEBER VOLTARÃO A USAR AQUELE QUE É UM DOS SENTIDOS MAIS ACURADOS. SE ALÉM DISSO LEVARMOS EM CONTA OS OUTROS SENTIDO, AS PESSOS POUCO A POUCO IRÃO SE ABITUAR À EXPERIENCIA DE QUE EXISTEM MUITOS RECEPTORES SENSORIAIS PARA CONHECER O MUNDO EM QUE VIVEMOS.
AS CRIANÇAS SABEM DISSO BEM E SEU CONHECIMENTO INICIAL DO MUNDO É SENSORIAL GLOBAL. TAMBÉM POR ESSA RAZÃO PROJETEI OS PRÉ – LIVROS, PARA AS CRIANÇAS QUE ANDA NÃO SABEM LER MAS QUE ESTÃO CONHECENDO O MUNDO COM TODOS OS SENTIDOS, ENQUANTO OS ADULTOS ESQUECERAM PARA QUE SERVEM.”

Criatividade

Com base nas informações coletadas e nas nossas próprias experiências seguimos para o processo criativo, como ferramenta utilizamos o brainstorming, mesclado com mescrai, as idéias viáveis foram as abaixo citadas:
 Encaixe para panelas
 Conjunto de panela acompanha fogão
 Panelas convencionais têm que ser utilizadas também
 Segurança, prioridade
 Superfície fora do encaixe da panela não esquenta
 Material que não queima a pele humana (reportagem)
 Apenas uma grade no forno
 Grade pode deslizar para reduzir o risco de queimaduras
 Porta do formo poderia ser tipo slide ou de correr, não como as convencionais.
 Avisos sonoros
 Avisos podem ser desativados facilmente
 Inscrição em baile para deficientes de em “tinta” para videntes
 Botão de temperatura com infomações
 Timmer
 Display com dados de tempo de temperatura para videntes
 Informação sobre qual botão acende qual boca em com relevo e tinta
 Fogo
 Gás
 Acendimento automático
 Elétrico
 Com resistência elétrica
 Comandos digitais
 Desligamento automático após tempo programado e aviso sonoro
 Algumas “receitas” simples no tampo do fogão

Coleta de dados

Atualmente não existem no mercado produtos adaptados para pessoas portadoras de deficiência visual, apesar da grande necessidade dos mesmos. Wagner, 18 anos, cego desde os cinco diz quem em sua casa adaptou alguns eletrodomésticos para facilitar sua utilização colocando etiquetas em baile em cima das teclas.
A fatia de mercado destinada a produtos adaptados é grande, sendo importante a exploração deste nicho afinal aproximadamente 7% da população brasileira, ou seja mais de 16 milhões de pessoas são portadoras da deficiência.

Sentindo na pele



Melhor que simplesmente observar e conversar com deficientes visuais, tentamos sentir na pele as dificuldades, de modo geral a dificuldade encontrada é pela deficiência de equipamentos específicos, que facilitem o seu manuseio.
Em locais como quarto, sala, banheiro não foram encontrados maiores dificuldades pois Já havia um conhecimento da localização dos objetos, não sendo necessário um equipamento de uso especifico. Encontramos as mesmas dificuldades apontadas pelos deficientes entrevistados, tais como:
 Dificuldade em encontrar onde esta a chama;
 Colocar a panela no lugar certo, em cima da chama;
 A superfície do fogão aquece com muita facilidade;
 Não possui indicação de qual chama esta acessa, única maneira é usar o tato;
 Não informa a temperatura correta;
 Aparelho não possui teclas em alto relevo ou braile para informações Como o desligamento da chama, timer para tempo de cozimento ou informações de temperatura,

Componentes do Problema

Baseado nas pesquisas acima citadas e conversas com portadores de deficiências visuais descobrimos que as principais dificuldades enfrentadas por essas pessoas estão na cozinha – entre os eletrodomésticos mais citados estão a geladeira, o forno de microondas e o fogão – de modo geral pelo perigo em sua utilização ou na falta da inclusão de instruções em baile.
Dentre os produtos acima citados, o apontado como mais problemático é o fogão, sendo que 100% dos entrevistados dizem ter alguma dificuldade com a utilização do mesmo, ou nem utilizá-lo.
Os principais problemas encontrados no fogão:
 Falta de segurança, devido ao alto risco de queimadura, sendo necessário ao deficiente colocar a mão próxima a chama para a detecção da mesma, ou no forno durante a retirada dos alimentos muitas vezes ocorrem queimaduras das mãos nas partes superiores do fogão.
 Não existência de inscrições e, baile, mostrando qual botão acende determinada boca ou mesmo as instruções sobre a chama estar alta ou baixa.
 Não existência de algo que assegure ao deficiente que a panela está colocada na posição correta, em cima da chama

Pesquisa

Fogão - O grande vilão

Por quê?

» O que me atrapalha as vezes é o fato de não detectar a real direção do fogo, ou seja. as vezes eu coloco a panela um pouco mais para o lado sendo que ela deveria ficar no meio.
» A marcação de intensidade que geralmente tem para os videntes deveria ser em auto relevo para os deficientes visuais detectarem.
» A minha última dificuldade é quando eu esqueço as vezes, qual botão acende determinada boca do fogão, sendo que quando acontece isso com os videntes tem algo escrito para auxiliá-los
»Outra coisa que nunca funcionou bem pra mim são os fornos com duas grades, porque se eu deixo um bolo na grade de baixo, ao tirá-lo sempre toco o braço na grade de cima e levo uma queimadura, normalmente na parte de cima da mão.
» Eu nunca deixei de cozinhas por conta dessas coisas, faço bolos e pudins, porém gostaria de ter mais segurança.
» Sinto dificuldade em posicionar as panelas exatamente sobre as referidas bocas, sempre erro um pouquinho para um ou outro lado, mas no final tudo sai bem, porém tenha que quase pôr a mão no lume para conseguir localizar de onde vem o fogo.
»Eu acho que uma das coisas que poderia fazer a esse respeito, era o aparelho emitir sons para cada funcionalidade: ligar/desligar a boca, pôr mais quente ou menos quente.
» Wagner diz: Outro aparelho é o fogão. Aqui em casa, eu nem utilizo o fogão, pois não sei como saber a que altura está a chama de cada boca. Poderia haver inscrições sobre as bocas, indicando números ou letras, a altura e intensidade de cada chama, para assim o deficiente use a chama na dose certa para fazer seu alimento. Além de sensores e alarmes que indiquem quando o alimento está pronto

Pesquisa

Atravez de entrevistas feitas com deficientes visuais descobrimos que os eletrodomésticos que causam mais desconforto na utilização são:
Geladeira
Microondas
Ferro de passar
Fogão
Mouse
Televisão

Pesquisa

ASSECIBILIDADE

Quando perdemos um sentido, passamos a usar mais os outros e por ser necessário, aguçamos os que nos restaram. O tato é desenvolvido e um cego reconhece formatos, objeto e tudo mais que possa ser tateado. Através do Braille (sistema de leitura e escrita para deficientes visuais), o cego pode ler qualquer informação ou conteúdo. Livros, revistas, e outros materiais publicados em Braille ou gravados em fitas cassete ou cd, possibilitam a inclusão dos cegos no mundo da cultura. Os softwares de vozes, os quais podem serem instalados em qualquer computador equipado com multimídia, propicia aos cegos o acesso ao mundo da informatica. Os softwares lê com uma voz audível tudo que vai aparecendo na tela, menos as imagens sem descrição e alguns tipos de tabelas.

Pesquisa

CAUSAS

Em termos gerais, a cegueira pode ser proveniente de quatro causas:
Doenças infecciosas (tracoma, sífilis);
Doenças sistêmicas (diabetes, arteriosclerose, nefrite, moléstias do sistema
nervoso central, deficiências nutricionais graves);
Traumas oculares (pancadas, ação de ácidos);
Causas congênitas e outras (catarata, glaucoma, miopia).

pesquisa

A VISÃO

Tanto uma ferida como uma doença no olho podem afetar a visão. A clareza da visão denomina-se acuidade visual, que oscila entre visão completa e falta de visão. À medida que a acuidade diminui, a visão torna-se cada vez mais imprecisa. A acuidade mede-se normalmente por meio de escala que compara a visão se uma pessoa a 6 m de distância com alguém que tenha a acuidade máxima. Em consequência, uma pessoa que tenha uma visão 20/20 vê objetos a 6 m de distancia com completa nitidez, enquanto a pessoa com uma visão 20/200 vê o 6 m o que uma pessoa com acuidade máxima vê a 60m.

Pesquisa





Pequenas mudanças que ajudam a deficiente visual na cozinha

O deficiente visual alem da necessidade de adaptação a equipamentos e objetos diversos, passa a prestar mais atenção em pequenos detalhes.
O som das borbulhas aponta que o líquido está fervendo. O barulho do creme ao ser mexido com a colher indica que a mistura está no ponto certo. A professora fala alto e há livros de receitas em versão ampliada ou braile. É assim, com pequenas adaptações, que a nutricionista Camilla Martins ensina seus alunos, deficientes visuais, a cozinhar.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Pesquisa



Cegueira hoje
De acordo com censo brasileiro de 2000, 16,5 milhões de pessoas sofrem de deficiência visual e 159 mil são incapazes de enxergar. Cabe a todos, aceitar e aprender a conviver com estas diferenças, diminuindo assim o preconceito.
os olhos de um cego são os dedos das mãos;
Os olhos de um cego são os ouvidos;
O olho de um cego é a bengala;
Os olhos de um cego são os olhos de um ser humano ou de um cão guia;
Quando perdemos um sentido, passamos a usar mais os outros e por ser necessário, aguçamos os que nos restaram.
O tato é desenvolvido e um cego reconhece formatos, objeto e tudo mais que possa ser tateado. Através do Braille (sistema de leitura e escrita para deficientes visuais), o cego pode ler qualquer informação ou conteúdo.
Livros, revistas, e outros materiais publicados em Braille ou gravados em fitas cassete ou cd, possibilitam a inclusão dos cegos no mundo da cultura.
Os softwares de vozes, os quais podem serem instalados em qualquer computador equipado com multimídia, propicia aos cegos o acesso ao mundo da informatica. Os softwares lê com uma voz audível tudo que vai aparecendo na tela, menos as imagens sem descrição e alguns tipos de tabelas, mas se o site obedecer as normas de acessibilidade na WEB, não só os deficientes visuais como todos os outros deficientes terão total autonomia para navegarem.
Através da audição um cego atravessa uma rua, reconhece as pessoas, trabalha com sons e etc.
A bengala possibilita um cego ser independente, é através dela que o cego vai se locomover para a escola, para o serviço, para a casa do amigo (a) e etc.
Quando a cidade tem acessibilidade urbanística e o povo tem consciência , ou seja, não tenha buracos, bicicleta, carro, placas publicitárias, orelhões sem alinhamento adequado e outros nas calçadas, os cegos e os demais cidadãos se locomovem independentemente.
O guia humano é útil em certas ocasiões, como por exemplo em uma corrida, num lugar que não tenha nenhum tipo de acessibilidade, dentro de ambientes desconhecidos e outros. Já o cão guia, assim como a bengala facilita a independência de um deficiente visual, mas no Brasil ainda a poucos devido seu preço e a falta de informação. Em outros países mais desenvolvidos o cão guia faz parte da vida de muitos deficientes visuais.
"havendo acessibilidade, humanidade, eu digo que um cego vê tudo mas, o mundo não é só o que se vê!!!"

Definição do problema

Falta de produtos específicos ou adequadamente adptados para deficientes visuais.

Somos estudantes de design, mais especificamente da quarto semestre do curso de design da UNERJ. A cada semestre nos é apresentado um desafio, um projeto a ser realizado durante esse periodo. Desa vez a idéia passada foi criar um personagem qualquer e criar o seu ESPAÇO PESSOAL.
Criar um personagem interressante foi dificil, afinal num primeiro impulso sempre pensando em alguém bem sucedido , pessoalmente, profissionalmente... alguém que pudesse pagar por um produto sofisticado e único, todos sabemos o preço que isso pode ter. Mas com o tempo passando a idéia começou a nos frustrar. Era uma coisa tão normal, tão básica, e queriamos algo diferente, então começamos a pensar nos “DIFERENTES”, alguma doença niglegenciada, algum extremo, obesos por exemplo, idosos ou crianças deficientes. Mas lidar com saúde torna as coisas muito mais dificil e já fizemos isso em semestres anteriores, então após muita discução encontramos nosso personagem, optamos por um deficiente visual.
Por que um deficiente visual? Muitos podem pensar que é um tema batido, afinal sempre que pensamos em um projeto para ajudar alguem cegos são alvo de ideias, assim como cadeirantes. E na pratica! Oque é realmente feito? NADA!!! São detalhes simples que poderiam melhorar muito a vida dessas pessoas, a simples inclusão de brile resolveria mais que 50% dos problemas. Mas porque isso não é feito? Custo? Duvido! Acredito que a resposta para isso seja negligencia com uma parcela respeitávl da população, afinal no Brasil aproximadamente 7% da população apresenta cegeira total ou baixa visão.
Queriamos um projeto que pudesse realmente ser viável, queriamos fazer algo significativo, queriamos que fosse util para o Pedro, para o João e também para a Mariazinha que mora em um suburbio qualquer, não apenas para aquele deficiente bem sucedido que idealizamos quando pensamos no personagem, afinal era nosso dever mostrar que apesar a deficiencia qualquer um pode vencer.
Acreditamos que o principal motivo para a escola do tema foi o desafio, afinal criar um produto para alguem que vê o mundo de uma forma totalmente diferente que nós poderia ser interessante, como designs precisamos pensar em algum util, funcional, mas também bonito, qua faça o consumidor desejar, precisamos que um produto que se destaque dos concorentes, está é uma função da estética. Mas como dizem, a beleza está nos olhos de quem vê, nosso desafio está lançado, criar ago belo para as mãos, para os ouvidos, claro sem esquecer dos olhos.
Nosso produto, ainda não sabemos qual será, mas teremos com foco a não descriminação de ninguém, queremos que deficientes fisicos e mentais, surdos, mudos, cegos, videntes, atletas, executivos, independentemente gostassem e tenham acesso às nossas idéias.
Neste Blog estaremos mostrando um pouco sobre o desenvolvimento deste projeto, desde as pesquisas feitas, até a consepção de um modelo em escala. Sintam-se a vontade para acompanhar o processo e nos fazer criticas e sugestões. Desde já agradecemos sua visita, sinta-se a vontade e volte sempre.